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CASOS CLÍNICOS.
.: QUESTÕES
1. Qual o diagnóstico etiológico da constipação intestinal?
a. ( ) inércia colônica
b. ( ) Síndrome do períneo descido
c. ( ) Síndrome da contração paradoxal do puborretal
d. ( ) Enterocele
e. ( ) Retocele
2. Pediria algum exame para complementar o diagnóstico?
a. ( ) Teste de expulsão do balão intrarretal
b. ( ) Eletroneuromiografia
c. ( ) Ultrassonografia endoanal
d. ( ) Peritoneodefecografia
e. ( ) Nenhuma das alternativas acima
3. Quais as opções atuais de tratamento para o distúrbio diagnosticado?
a. ( ) Suplementação de fibras e laxativos
b. ( ) Correção cirúrgica da retocele
c. ( ) Exercícios de Kegel, e em casos refratários, miotomia
d. ( ) Biofeedback, e em casos selecionados, infiltração de toxina botulínica
e. ( ) Nenhuma das alternativas acima
Respostas:
1. Os dados da anamnese de evacuação incompleta, necessita manobras digitais e com necessidade frequente de lavagens, apontam para o diagnóstico de distúrbios de evacuação do reto, e a defecografia mostra reto aparentemente volumoso com canal anal alongado, e que após esforço evacuatório prolongado não consegue se esvaziar completamente. O ângulo anorretal se mantém fechado em todas as fases da evacuação. Estes dados apontam para o diagnóstico de síndrome de contração paradoxal do puborretal ou anismo.
2. Os exames “padrão-ouro” para o diagnóstico da síndrome de contração paradoxal do puborretal são a defecografia e a eletromiografia do esfíncter externo do ânus. A eletromiografia não demonstra o esvaziamento do reto, e realizada com o eletrodo tipo agulha concêntrica é um exame doloroso, e portanto, é solicitada quando os achados defecográficos são duvidosos, o que não ocorreu neste caso. O tempo de trânsito colônico com marcadores radiopacos pode ser útil ao demonstrar o padrão de retenção distal de marcadores (“obstrução distal”), porém com frequência não possui sensibilidade para demonstrar esta estase, como neste caso. A manometria anorretal pode corroborar com o diagnóstico sobretudo ao demonstrar canal hipertônico e reto com capacidade aumentada, conforme observado neste caso.
3. O tratamento de escolha para a síndrome da contração paradoxal do puborretal é o biofeedback ou retreinamento esfincteriano, com índices de sucesso de 60 a 89% na literatura, sendo a motivação do paciente o fator mais importante implicado no sucesso do tratamento. Para os casos refratários, a infiltração de toxina botulínica (botox®) pode ser indicada, porém a experiência com o método é ainda inicial, e vários estudos com relação a dose e eficácia do tratamento estão em andamento.
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